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Mensagem Caio Yugo Akinaga

Olá , sou Caio Yugo Akinaga, tenho 17 anos.
Moro em São Paulo, Brasil.
Nesse ano,2015, tive a grande oportunidade de ir ao Japão. Com a ajuda do senhor Kato pude não somente visitar mas também "viver" o Japão. Durante a minha estadia permaneci em 3 famílias diferentes japonesas em um esquema muito similar ao intercâmbio( mais ou menos 1 semana em cada casa). Fio sensacional, ver o dia a dia das pessoas, seus hábitos e costumes. Para mim, isso foi muito divertido e aprendi muito, ainda, senhor Kato mantinha contato comigo para qualquer eventualidade, muito gentil de sua parte. Outra coisa que me impressionou foi a hippo family club. Todos os membros das famílias que eu fiquei faziam parte dessa organização. Ela tem como objetivo a conectar os japoneses com o mundo. Disso, atividades e encontros são constantes. Participei deles, foram muito divertidos. Essa experiência só foi capaz com a ajuda do Kato, gostaria muito de agradecê - lo do fundo do coração, muito obrigado.

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Desenho da Buntatin

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JANELA DA ARTE CALIGRAFICA
JAPONESA

Museu Para Acalmar

 alt

Leilão Japan.PC

 

Intercâmbio caloroso entre Brasil e Japão logo após o término da guerra

 

“Se tiver oportunidade, desejo reiterar meus agradecimentos”

 

Para socorrer a população carente de roupas, alimentos e moradia devido ao caos instaurado pouco depois do término da guerra, os japoneses e seus descendentes vivendo sobretudo nas Américas do Sul e do Norte enviaram auxílio material na forma de roupas, gêneros alimentícios, etc. Essa atividade foi denominada “Donativos da LARA – Agência Licenciada de Assistência para a Ásia)”.  

 

Em janeiro de 1949, Mitsuru Kato, hoje com 100 anos e residindo em Tokorozawa, Província de Saitama, recebeu as roupas usadas enviadas pelos imigrantes que viviam no Brasil e até hoje  continua muito agradecida. 

 

A senhora Kato perdeu o marido na guerra e juntamente com os quatro filhos voltou da Manchúria, indo viver em um dormitório para viúvas da guerra na cidade de Sendai. Ela ressalta a  situação de penúria na época: “estava exausta de corpo e alma, sem falar na situação financeira ruim, e não era raro eu chorar muito no caminho de volta para casa”. 

 

 

 

 

 

 

 

Ativa, a senhora Mitsuru Kato passa os dias lendo, entre outros afazeres. 

 

 

A senhora Kato enviou sem demora uma carta de agradecimento à “Associação de Socorro aos Conterrâneos Vítimas da Guerra” no Brasil. 

 

“Vocês não podem imaginar a grande força, consolo e incentivo trazidos pela caridade desinteressada de pessoas desconhecidas. Desejo muita saúde a todos os que corajosamente lutam longe do torrão natal e peço-lhes que, apesar da derrota na guerra, não rejeitem a magnanimidade de serem cidadãos do Japão, país de maravilhosa história, tornando-se um modelo e sendo amados por outros povos”. 

 

A referida Associação apresentou essa carta aos imigrantes japoneses no Brasil e conseguiu reunir ainda mais donativos. 


Por sua vez, um imigrante residente em São Paulo, se emocionou com as palavras de agradecimento e enviou à senhora Kato uma carta: 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carta de encorajamento recebida de um imigrante residente em São Paulo 

 

 

“Estou no Brasil há 36 anos. Sra. Kato, no curso de nossa existência provavelmente se pode encontrar pessoas que normalmente vivem felizes nesta vida, mas a meu ver a maioria enfrenta muitas dificuldades. Eu digo: quem não sofreu, não sabe dar valor às alegrias. Estou no exterior, mas espero a reconstrução rápida do Japão.”

 

Há cerca de 60 anos, ocorria essa troca de cartas repletas de calor humano entre o Japão e o Brasil. 

Relacionado a isso, em 24 de abril do corrente ano, durante a “Cerimônia em Comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil”, o imperador afirmou: “Ao recordar os imigrantes japoneses voluntários residentes em São Paulo, que no pós-guerra criaram a “Associação de Socorro aos Conterrâneos Vítimas da Guerra” e durante 3 anos enviaram auxílio material ao Japão, que sofria as enormes dores causadas pela última grande guerra, desejo novamente exprimir meu sentimento de gratidão à compaixão de nossos compatriotas”. 

 

 

 

 

Monumento no cais do novo Porto de Yokohama em homenagem ao auxílio que nele chegou proveniente da LALA. 

 

 

 

 

* Para conhecer este texto original em Japonês, visite o Site da Jijicom clicando aqui.

 


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