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Mensagem Caio Yugo Akinaga

Olá , sou Caio Yugo Akinaga, tenho 17 anos.
Moro em São Paulo, Brasil.
Nesse ano,2015, tive a grande oportunidade de ir ao Japão. Com a ajuda do senhor Kato pude não somente visitar mas também "viver" o Japão. Durante a minha estadia permaneci em 3 famílias diferentes japonesas em um esquema muito similar ao intercâmbio( mais ou menos 1 semana em cada casa). Fio sensacional, ver o dia a dia das pessoas, seus hábitos e costumes. Para mim, isso foi muito divertido e aprendi muito, ainda, senhor Kato mantinha contato comigo para qualquer eventualidade, muito gentil de sua parte. Outra coisa que me impressionou foi a hippo family club. Todos os membros das famílias que eu fiquei faziam parte dessa organização. Ela tem como objetivo a conectar os japoneses com o mundo. Disso, atividades e encontros são constantes. Participei deles, foram muito divertidos. Essa experiência só foi capaz com a ajuda do Kato, gostaria muito de agradecê - lo do fundo do coração, muito obrigado.

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Desenho da Buntatin

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JANELA DA ARTE CALIGRAFICA
JAPONESA

Museu Para Acalmar

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Leilão Japan.PC

alt       Palavras de Saudações...

          No momento da derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial (1945) eu tinha 4 anos de idade. Tendo perdido meu pai, eu, minha mãe e dois irmãos pequenos voltamos da Manchúria (atualmente região nordeste da China) para o Japão para nos salvar. Passei minha fase de escola primária em Sendai, na província de Miyagi. No Japão, durante a reconstrução do pós-guerra, havia escassez de alimentos e roupas, e vivíamos uma vida bastante apertada em termos materiais. Certo dia, uma enorme quantidade de alimentos e roupas chegou não só para nós, que vivíamos na moradia destinada às viúvas, mas também para muitas outras famílias. Lembro nitidamente que ficamos surpresos e, ao mesmo tempo, muito alegres. Eram presentes enviados pelos japoneses imigrantes (isseis e nisseis) residentes no Brasil. Na época, os imigrantes japoneses trabalhavam duro como colonos e, durante a guerra, estavam sob condições bastante difíceis, pois eram tratados como inimigos estrangeiros. Não eram poucos aqueles que tiveram seus bens e imóveis confiscados. Mesmo assim, ao tomar conhecimento das dificuldades pelas quais sua terra natal passava, eles organizaram a “Associação de Socorro aos Conterrâneos Vítimas da Guerra”, coletaram alimentos e roupas entre os imigrantes japoneses e começaram a enviá-los ao Japão.

         Por ocasião da cerimônia comemorativa do centenário da imigração japonesa no Brasil, realizada em Tóquio em abril de 2008, o imperador japonês, antes de tudo, referiu-se a esse acontecimento e proferiu um agradecimento. Eu mesmo recebi esses presentes e até hoje sinto os olhos marejarem-se ao pensar no patriotismo e nos esforços incomuns dos imigrantes japoneses de então. Na época, minha mãe encarregou-se de escrever uma carta de agradecimento, representando a província. A carta foi publicada em um jornal brasileiro e causou comoção entre os imigrantes. Posteriormente, como impresso, foi utilizado na promoção de trabalho de coletas de donativos. Este impresso foi enviado para minha mãe pelo responsável da Associação e, até hoje, ela o guarda. A empresa de comunicação Jiji Tsushinsha soube disso, e em junho de 2008, publicou na Internet uma matéria especial sobre o centenário da imigração que focava esse como um dos episódios de intercâmbio Brasil – Japão.

          Minha mãe (atualmente com 101 anos de idade) fala incessantemente para mim: ”Deve ficar gravado na mente que os japoneses que imigraram ao Brasil têm sua posição de hoje porque foram recebidos com carinho. Por isso, receba com carinho os brasileiros que estão vindo trabalhar no Japão e dê valor a eles considerando-os como nossos compatriotas. E nunca se esqueça que os pais e avôs deles se sacrificaram para socorrer o povo japonês quando estava em dificuldades.”

          Posteriormente, nos tempos de estudante, fiz parte de um grupo denominado “Grupo de Estudos de Imigração ao Exterior”. Depois de formado, tive a oportunidade de receber o carinho dos brasileiros ao residir por um curto período no Brasil como imigrante por um banco japonês. Mais tarde retornei ao Japão e trabalhei em uma empresa japonesa, mas, após desligar-me do emprego, iniciei, como voluntário, atividades de apoio aos brasileiros residentes no Japão. Desejo retribuir o que recebi do Brasil e dos imigrantes e, para mim, é uma alegria poder ser útil de alguma forma. Estou muito atarefado nesse trabalho e me esforçando para recapitular o português que aprendi anos atrás.

          Hoje, com a compreensão e o incentivo das muitas pessoas envolvidas, temos oportunidade de reiniciar nossas atividades como pessoa jurídica, constituída na forma de organização não governamental sem fins lucrativos. Todos nós, integrantes da equipe, estamos renovando nossa disposição de dedicar, mais e mais, esforços em nosso trabalho. Atualmente estamos passando por condições rigorosas em função da crise econômica, mas será uma imensa alegria para nós se a ONG TRABRAS puder ser um local de sustentação espiritual no cotidiano da vida de todos vocês no Japão. Peço de coração o apoio caloroso e a cooperação de todos.

(1º de dezembro de 2008 – Presidente Yoshinori Kato)

 


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