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Mensagem Caio Yugo Akinaga

Olá , sou Caio Yugo Akinaga, tenho 17 anos.
Moro em São Paulo, Brasil.
Nesse ano,2015, tive a grande oportunidade de ir ao Japão. Com a ajuda do senhor Kato pude não somente visitar mas também "viver" o Japão. Durante a minha estadia permaneci em 3 famílias diferentes japonesas em um esquema muito similar ao intercâmbio( mais ou menos 1 semana em cada casa). Fio sensacional, ver o dia a dia das pessoas, seus hábitos e costumes. Para mim, isso foi muito divertido e aprendi muito, ainda, senhor Kato mantinha contato comigo para qualquer eventualidade, muito gentil de sua parte. Outra coisa que me impressionou foi a hippo family club. Todos os membros das famílias que eu fiquei faziam parte dessa organização. Ela tem como objetivo a conectar os japoneses com o mundo. Disso, atividades e encontros são constantes. Participei deles, foram muito divertidos. Essa experiência só foi capaz com a ajuda do Kato, gostaria muito de agradecê - lo do fundo do coração, muito obrigado.

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Desenho da Buntatin

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JANELA DA ARTE CALIGRAFICA
JAPONESA

Museu Para Acalmar

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Leilão Japan.PC

Atualmente o Brasil faz parte do BRIC’s (grupo de principais países emergentes constituído por Brasil, Rússia, Índia e China) e está se transformando em um gigante, líder nas áreas política, econômica e produtiva. Japão e Brasil estão o mais distante possível, em termos geográficos, mas existe uma relação especial, pois o número de japoneses e descendentes no Brasil, que inclui a sexta geração, já alcança cerca de 1,6 milhão e mais de 310.000 nipo-brasileiros trabalham no Japão como dekasseguis. Acreditamos que seja muito importante para o futuro do Japão e do Brasil aprofundar ainda mais a relação de amizade e cooperação e fortalecer as relações entre os países, em diversos aspectos, por meio desses trabalhadores.

Os brasileiros residentes no Japão são mão de obra importante que sustenta a base da indústria japonesa. Além disso, comenta-se que o montante de remessas financeiras desse contingente para a terra natal ultrapassa o valor de 250 bilhões de ienes e tem se tornado uma grande fonte de divisas para o Brasil. Podemos afirmar que esses trabalhadores têm proporcionado importantes oportunidades para que os laços entre os dois países sejam aprofundados, pois, além de conhecerem a terra de seus pais e avôs, são um meio para que os japoneses tenham contato com a cultura e a maneira de pensar dos brasileiros. 

Mas a realidade é que, com exceção de alguns, muitos deles estão recebendo tratamentos discriminatórios na sociedade japonesa e trabalhando sob condições rigorosas. Também há aqueles que voltam para sua terra natal carregando rancores por terem sido abandonados sem amparo do seguro-desemprego e seguro social, não terem recebido nenhum dia de férias remuneradas, terem sido demitidos sem justa causa e expulsos da moradia, e não poderem receber seguro-acidente, mesmo acidentando-se no trabalho. Aumenta o número de jovens menores de idade que não entendem a língua japonesa, não têm acesso à educação, não conseguem empregos e não têm possibilidade de voltar para o Brasil. Eles acabam na marginalidade, e não é exagerado afirmar que estão se tornando um fator de instabilidade oculto no seio da sociedade japonesa.

Conhecemos essa realidade por meio de atividades de apoio aos trabalhadores brasileiros residentes no Japão e suas famílias, que temos desenvolvido como voluntários durante 5 anos. Mesmo agora recebemos inúmeras consultas de brasileiros das diversas localidades de todo o Japão e temos obtido resultados, por meio de ações de apoio para resolução dos problemas. São muitos os dekasseguis que não agem por desconhecer a língua, costumes, diferenças culturais, realidade japonesa, sistemas sociais e procedimentos a serem tomados ao depararem com problemas. Existem, em vários locais, grupos de apoios e cooperativas de trabalho constituídas por brasileiros. No entanto, alguns tratam as questões como oportunidades de negócios e, apesar de terem o japonês oral, não possuem o conhecimento da língua escrita nem o know-how para a resolução adequada dos problemas, acabando por lesar duplamente as pessoas que os procuram.      

Como responsável pela fundação desta organização, fiz parte do grupo de estudo de imigração da Universidade de Waseda e, em conjunto com os companheiros e colegas deste grupo, iniciamos as atividades de apoio, tomando como base minha experiência de expatriação para o Brasil, logo após minha graduação, e nosso conhecimento e nossa experiência em relação a questões trabalhistas no Japão. Atualmente, com inúmeras participações também de brasileiros voluntários residentes no Japão, continuamos a atuar na comunidade e, aproveitando o ano comemorativo do centenário de imigração japonesa para o Brasil, com o intuito de fortalecer e desenvolver ainda mais as atividades, decidimos fundar o presente Centro.

Queremos poder conversar de forma amigável com os trabalhadores brasileiros, em sua língua nativa, sobre todos os problemas que enfrentam, e dar apoio para a resolução de problemas, fornecendo gratuitamente informações necessárias de forma precisa e rápida. Almejamos ser um ponto de sustentação para que eles possam garantir uma vida segura e estável e, ao mesmo tempo, consolidar posições como trabalhadores estrangeiros saudáveis no Japão. Renovamos nossa consideração por essas pessoas que são importantes, pois descendem do mesmo sangue e proporcionam elos para fortalecer a ligação dos dois países. Dedicaremos nossos esforços tendo como objetivo contribuir para a sociedade por meio do fortalecimento de uma verdadeira relação de amizade, fraternidade e cooperação entre Japão e Brasil.

 

(Yoshinori Kato - 4 de agosto de 2008)

 


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