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Mensagem Caio Yugo Akinaga

Olá , sou Caio Yugo Akinaga, tenho 17 anos.
Moro em São Paulo, Brasil.
Nesse ano,2015, tive a grande oportunidade de ir ao Japão. Com a ajuda do senhor Kato pude não somente visitar mas também "viver" o Japão. Durante a minha estadia permaneci em 3 famílias diferentes japonesas em um esquema muito similar ao intercâmbio( mais ou menos 1 semana em cada casa). Fio sensacional, ver o dia a dia das pessoas, seus hábitos e costumes. Para mim, isso foi muito divertido e aprendi muito, ainda, senhor Kato mantinha contato comigo para qualquer eventualidade, muito gentil de sua parte. Outra coisa que me impressionou foi a hippo family club. Todos os membros das famílias que eu fiquei faziam parte dessa organização. Ela tem como objetivo a conectar os japoneses com o mundo. Disso, atividades e encontros são constantes. Participei deles, foram muito divertidos. Essa experiência só foi capaz com a ajuda do Kato, gostaria muito de agradecê - lo do fundo do coração, muito obrigado.

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Desenho da Buntatin

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JANELA DA ARTE CALIGRAFICA
JAPONESA

Museu Para Acalmar

 alt

Leilão Japan.PC

 

Nikkeis, finalmente reconhecidos como membro da sociedade japonesa
 
altMassago Mutsumi

1965: Formado em direito na Universidade de Waseda.
1965: Trabalho na Nomura Trading Co.,Ltd.
(Representante dos escritorios do Brasil,Singapura e Hong Kong da Nomura Trading Co.,Ltd.)
2001: Aposentado da Nomura Trading Co.,Ltd.
2003~2006: Trabalho como Voluntario para ajuda aos sociedades nikkeis, no escritorio de Sao Paulo da JICA.
2007: Fundacao como vice-presidente da Associacao de Intercambio Sul-americamo de Wakayama.
 
 
 

 

 No dia 31 de agosto o Governo Japonês anunciou a medida política contendo as diretrizes básicas para os nikkeis com vistos de permanência a longo prazo, significando isto o reconhecimento dos brasileiros como membro da sociedade japonesa. Esclarecendo a posição dos brasileiros pela primeira vez no Japão em 30 anos.


Nos meados de 1980 o Governo Japonês permitiu, pela primeira vez, que  estrangeiros latinos americanos tirassem visto de trabalho, sendo necessário, portanto, que fossem descendentes de japoneses (nikkeis) a partir da terceira geração e respectivas famílias. Coincidiu-se estar no meio de uma economia especulativa(bolha), onde a mão-de-obra foi complementada e sustentada com o trabalho dos mesmos. Já a   Economia da América Latina, pelo contrário, se encontrava em condições  péssimas fazendo vir subitamente mais de 400.000 pessoas, como conseqüência, para suprir a  mão-de-obra,  trabalhando arduamente nas fábricas etc. daqui. Chegando até mesmo a se tornar uma mão-de-obra indispensável nas empresas nipônicas. Por outro lado sendo a sociedade japonesa não acostumada a receber estrangeiros complicou-se em criar  condições de emprego, educacão das crianças, previdência, bem estar e saúde etc. dos mesmos. Problemas a serem resolvidos foram acumulados. Mas o Governo e repartições    públicas centrais não se empenharam em resolver os tais problemas. De fato, o Governo nao tomou iniciativa deixando por conta dos órgãos públicos regionais, como NPOs, grupos voluntários, órgãos e empresas autônomas nos proximidades onde eles residiam. 


Com o estouro da bolha econômica, os primeiros a serem cortados foram os nikkeis, os quais eram contratados por empreiteira. Com deficiência  na  língua japonesa  era  difícil se arranjar  emprego novamente, quando despedidos, sendo obrigados a regressarem ao país de origem.Um grande número de famílias, possuindo direito de estadia prolongada, decidiram permanecer, respondendo,geralmente, a vontade dos filhos que já se acostumara com a vida daqui. Desemprego é  cruel. Não podendo mais arcar com as despesas das escolas brasileiras, antes freqüentadas, as crianças tiveram que ser transferidas  para escolas públicas japonesas. Não sabendo japonês direito, muitos alunos não conseguiram acompanhar os estudos nestas escolas atrasando-se tendo como um dos motivos a não exitência de um suporte da língua portuguesa, levando a evasão das salas de aula por um grande numero, levando-os a se atrasarem nos estudos, alguns correndo até para a delinqüência .A quantia paga pelo seguro  desemprego não  era suficiente para cobrir as despesas. Não  existia centro treinamento vocacional onde atendesse a língua pátria. Se ficasse doente não podia se usufruir do Seguro  Saúde. O que mais complicou foi não  ter intérprete  ou tradutor nos orgãos onde ia se consultar. Fenômeno este que continua até  o presente momento,com um grande número de problemas acumulados e que ainda, uns 300.000 nikkeis restantes, sofrem até  o presente momento. Isto pode ser considerado como  um crime de omissão  por parte do Governo Publico Central por não  ter enfrentado e solucionado este problema até o presente. 


Há uma grande movimentação  no mundo global atual com a proximidade dos países, coisas, dinheiro e pessoas que se transitam facilmente de um país para outro. Mas quando se trata do fluxo de pessoas,  obviamente o tratamento não deve ser o mesmo. O país  referido que chamou os estrangeiros para visto de trabalho e permanência, deveria criar medidas políticas com um pensamento unificado, desde o início,  garantindo assim uma visão a longo prazo da situação dos mesmos trabalhadores. Usando os trabalhadores como membros descartáveis, chamando-os quando precisa, e se a economia ficasse ruim, sendo os primeiros a serem demitidos. E agravando ainda mais, se alguns escolhem ficar no país, os deixa livres para agirem como quizerem, ou seja  não os ajudando.


Não é  ato inerente a uma Nação. Num país como este, obviamente não só os envolvidos nikkeis, como também os orgãos autônomos locais, onde eles estão aglomerados. Esta situação durou 30 anos. Situação esta não admitivel a um país  digno de respeito.


Desta vez com a aquisicão dos nikkeis como “um membro da sociedade japonesa”, está em andamento no governo a unificacão das medidas políticas feitas e dirigidas aos estrangeiros com vistos de residência, que tratará e resolverá problemas citados neste texto. Em 2012 os estrangeiros serão registrados igualmente aos japonêses no “registro básico do cidadão “. Este registro será concretizado em 2012-medidas estas extendidas entre vários ministérios ,deixando em dúvida se o Governo conseguirá realizar as expectativas direcionadas. Não devemos desviar nossa atenção ao transcurso dos acontecimentos a virem.


( 16.1.11- Escrito por Mutsumi Massago, Traduzido por Marijalma ) 


 


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